Não podemos evitar que os pássaros da amargura sobrevoem nossas cabeças, mas podemos evitar que eles criem seus ninhos nela.
(antigo provérbio chinês)
 
 

Bye, bye, Beijing

 


(Foto: Globo)

A Olímpiada de Pequim acabou e aquelas madrugadas esportivas já deixam saudade. Mesmo com o sono atrasado, eu gostava de chegar em casa à noite e acompanhar as competições madrugada a fora.

A 29a. Olimpíada do mundo moderno (é assim que eles falam na TV) foi um show de organização e tecnologia. Os chineses mostraram ao mundo sua força como potência olímpica e sua competência para fazer a maior Olimpíada de todos os tempos.

As cerimônias de abertura e de encerramento foram espetáculos impressionantes de tecnologia e beleza sem igual. São imagens emocionantes, que certamente ficarão marcadas em nossas memórias. Só não superaram, em emoção, o choro do ursinho Misha no encerramento da Olimpíada de Moscou, em 1980. Quem lembra disso?

Os ingleses, que sediarão a próxima Olimpíada em Londres, vão ter que rebolar para fazer um espetáculo, pelo menos, à altura do que foi mostrado em Pequim.

Quanto aos jogos, tudo transcorreu de maneira impecável. Não houve nenhum evento que manchasse o trabalho dos chineses, pelo menos para nós, que acompanhamos pela TV. Tudo bem, não vamos contar aquela história da menininha cantora na cerimônia de abertura.

Tivemos o privilégio de acompanhar o desempenho do maior atleta olímpico de todos os tempos. Sim, estou falando do “peixe” Michael Phelps e de suas 8 medalhas de ouro. Isso só Pequim, sem contar mais 6 na Olimpíada passada, em Atenas.

E o jamaicano Usain Bolt? Impressionante sua performance. Quebrou, com folga, os recordes dos 100 e 200 metros rasos no atletismo. Ainda vamos descobrir que “erva” o sujeito tomou para correr tão rápido! :-)

É o ser humano superando seus limites. Se é que eles existem!

E as musas? Aahhhh, as musas… Elas estavam lá e “fizeram bonito”!

Mas o mais legal de tudo isso foi ver a integração dos povos e concluir que o “mundo está cada vez menor”. A tecnologia continua aproximando os povos e suas culturas.

Em relação à participação do Brasil, eu já disse tudo que eu tinha a dizer.

Nos despedimos de Pequim (Beijing para os chineses), mas aguardamos com ansiedade a próxima Olimpíada.

Vale lembrar que as Paraolimpíadas começam no dia 06/09 e vão até o dia 17/09. O Brasil participa com grandes chances de medalhas. Vamos acompanhar!

Obs: A única coisa triste a cada Olimpíada que passa é constatar que ficamos 4 anos mais velhos. É isso aí, o tempo voa!!!

Atualização:

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Futebol do Brasil em Pequim, entre derrotas e derrotados

 

Hoje a seleção brasileira feminina de futebol enfrentou os EUA valendo a medalha de ouro.

O jogo foi difícil, as brasileiras dominaram a maior parte do tempo, mas a decisão só veio na prorrogação. E infelizmente deu EUA.

As americanas fizeram um gol e depois literalmente se fecharam. Estava assim decidida a partida.

O Brasil, em geral, tem tido uma participação decepcionante nesta Olimpíada, mas não desta vez.

É muito interessante ver a reação das pessoas. Estou fazendo uma comparação com o jogo da seleção masculina de futebol, que foi vergonhosamente derrotada pelos argentinos.

É claro que não tiro o mérito deles, mas a seleção de Ronaldinho e companhia podia ter dado mais trabalho. Me corrijam se eu estiver errado!

No jogo de hoje, as pessoas estavam vibrando e torcendo com cada lance a favor do Brasil. Sim, era a torcida pela primeira medalha de ouro olímpica no futebol.

Mas a impressão que dava, é que havia algo mais. Talvez um sentimento reprimido ou quem sabe um grito de revolta que precisava ser dado.

Acredito que o grito de Goooool da seleção feminina seria mais que uma conquista, funcionaria como uma válvula de escape ou mais propriamente um desabafo. Um grito de: “Ei, tá vendo? Ainda somos o país do futebol.”

Diferente do jogo de terça-feira, hoje o povo viu a seleção perder, mas perdeu com dignidade. Elas jogaram bem, se esforçaram ao máximo e honraram seu país.

Perderam a partida, mas não saíram derrotadas. Ganharam uma medalha de prata, mas mereciam ouro.

Quanto à turminha do Dunga, não deviam nem ter gasto dinheiro para ir a Pequim.

Desculpem se estou sendo meio radical, mas é o que penso.

Na próxima Olimpíada, deviam mandar jogadores de base de times brasileiros. Gente nova, que realmente está com vontade de vencer e mostrar seu talento. Talvez assim a tão esperada medalha dourada seja conquistada.

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O Brasil em Pequim, decepcionante

 

Sinceramente, torcer pelo Brasil nesta Olimpíada está sendo uma tarefa muito difícil.

A cada jogo, a cada luta, a cada disputa, a cada partida, você vê os atletas se esforçando ao máximo e “morrendo na praia”. Sim, porque depois de tanto treino e dedicação para chegar a uma Olimpíada, acabam obtendo resultados ridículos.

Não é culpa deles não, muito pelo contrário!

Salvo algumas exceções, como na seleção masculina de futebol (se é que você me entende!), eles fazem o que está ao alcance deles em um país que não dá o mínimo incentivo ao esporte.

Veja a ginástica artística feminina. Oito países na final, e qual foi a classificação final do Brasil? Oitavo lugar.

E por falar em ginástica, Felipe Machado nos conta como foi assistir à final lá na China. Muito divertido.

As equipes de Handebol não ganharam nenhum jogo ainda. No judô, várias derrotas. Tudo bem, pelo menos 3 bronzes. O basquete feminino, não chega lá. O masculino, nem foi. Que vergonha! No tênis de mesa, já está fora.

A ex-potência, a seleção masculina de vôlei, já perdeu para Rússia por 3 sets a 1. Duvido que chegue ao ouro.

Natação? Onde estão nossos nadadores? Ah, tinha esquecido, conseguiu um bronze. No vôlei de praia, pode até ser que as velhinhas consigam alguma coisa, mas tá difícil. Boxe, continua levando porrada. Tae Kown Do, vamos ver e lamentar. Vela, vamos torcer para ventar a favor do Brasil.

E por aí vai…

É nítida a inferioridade técnica dos atletas brasileiros na maioria das modalidades em que participam.

Outro problema que afeta nossas equipes é o despreparo físico. É triste ver ao final de uma competição, os atletas brasileiros exaustos enquanto os adversários continuam esbanjando energia.

E com toda essa situação, ainda temos que ouvir o presidente falar que o país está em desenvolvimento.

Que é isso? Para com isso.

Para Pequim, o Brasil enviou a maior delegação olímpica de todos os tempos, 469 membros onde 277 são atletas, o resto é “suporte”. Entretanto, a proporção de medalhas conquistadas não aumentou, diminuiu!

Hoje o Brasil ocupa a decepcionante 39a. posição no quadro de medalhas. E não me faça rir citando os países que estão na frente do Brasil.

Tudo bem, aqui vão alguns exemplos de “potências esportivas” que estão na nossa frente: Azerbaijão, Zimbábue, Quirguistão, Ruanda, entre outros.

Que bonito, que beleza! Brasil, il, il ,il!!!

E ainda querem nos iludir de que o Brasil está se saindo bem. O Felipe e o Cardoso disseram tudo.

Ainda não terminou, é certo, mas quem você acha que ainda tem chance de ganhar alguma coisa? Seja sincero!

Deviam ter vergonha na cara. Se o governo aproveitasse melhor os milhões e milhões de reais em impostos arrecadados, e se a iniciativa privada também apoiasse os atletas com mais patrocínio, o Brasil teria mais chances de não passar vergonha. Mas isso todos nós estamos cançados de saber, não é mesmo?

Que tal deixar os seus palpites nos comentários? Quem você acha que ainda tem chance? O Brasil chega lá em alguma modalidade?

Atualização:

(18/08/2008)

  • César Cielo ganhou medalha de ouro nos 50 metros da natação. Sensacional!
  • Diego Hipólito estava perfeito até que… caiu sentado!!! De qualquer forma, valeu!
  • Por incrível que pareça, sumiram com a vara da Fabiana Murer e o sonho de medalha.

(19/08/2008)

  • Seleção masculina de futebol diz adeus ao ouro olímpico. Ainda não foi desta vez. Culpa dos argentinos que meteram 3 a 0 na seleção canarinho e deixaram os brasileiros chupando o dedo.

(21/08/2008)

  • O vôlei feminino de praia sempre garantiu medalhas. Nesta olimpíada, nem bronze!
  • As meninas do Brasil estão na final do vôlei. Elas merecem. Beleza pura!
  • As meninas do futebol se esforçaram, mas não deu. Uma pena, pois elas dominaram a maior parte do tempo. Coloca uma prata na conta!

(22/08/2008)

  • Maurren Maggi conquista centímetro que vale OURO. Parabéns para ela!
  • O vôlei masculino está na final contra os EUA. Depois da bela vitória sobre a Itália, agora eu quero ver.
  • E o futebol masculino, pegou bronze. A essa altura, não fez mais do que a obrigação.
  • Brasil em último na ginástica rítmica e está fora. Tadinhas, se o governo desse mais apoio… Quem sabe um dia?

(24/08/2008)

  • A Natália Falavigna consegue um valioso bronze. Muito bom, ela é uma guerreira.
  • As meninas do vôlei detonam os EUA. Sensacional!!! É puro OURO.
  • A ex-potência do vôlei masculino perdeu para os EUA. De qualquer forma valeu a PRATA. Parabéns para eles.
  • Brasil encerra sua participação e fica em 23o. no quadro de medalhas. Apenas 3 ouros. Só para constar…

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Atos que Desafiam a Morte

 

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Época de Olimpíada e os filmes têm sido deixados um pouco de lado, mas sempre dá para comentar sobre algum. Este, apesar de ter em seu elenco a sempre bela Catherine Zeta-Jones e o bom ator Guy Pearce, não empolga. A exemplo do Grande Truque, muito melhor por sinal, tem como tema principal os antigos números de mágica. Em alguns momentos é um suspense, em outros está mais para romance e alguns poucos um drama. Essa indecisão de gênero deixa o roteiro meio superficial e monótono. Gostei muito da fotografia, mas é só isso.

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As musas da Olimpíada de Pequim 2008

 

Toda Olimpíada é marcada por algumas atletas que se destacam.

E nem sempre é só pelo desempenho esportivo. Isso nós sabemos! Este ano não será diferente.

Preparei uma seleção com algumas que já estão sendo destaque em Pequim (Beijing) 2008.


Erin Densham (Triatlon | Austrália)


Ana Ivanovic (Tênis | Sérvia)


Britta Steffen (Natação | Alemanha)


Logan Tom (Vôlei de Praia | Estados Unidos)


Sophie Edington (Natação | Austrália)


Amanda Beard (Natação | Estados Unidos)


Stephanie Rice (Natação | Austrália)


Tatiana Golovin (Tênis | França)


Rita Dravucz (Polo Aquático | Hungria)


Victoria Pendleton (Ciclismo | Inglaterra)


Almudena Cid (Ginástica Rítmica | Espanha)


Erin Phillips (Basquete | Austrália)


Kate Hollywood (Hóquei | Austrália)


Laure Manaudou (Natação | França)

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